Todos os dias quando acordo
não tenho mais
o tempo que passou
mas tenho muito tempo...
Temos todo o tempo do mundo!
não tenho mais
o tempo que passou
mas tenho muito tempo...
Temos todo o tempo do mundo!
Todos os dias
antes de dormir
lembro e esqueço
como foi o dia.
Sempre em frente,
não temos tempo a perder...
antes de dormir
lembro e esqueço
como foi o dia.
Sempre em frente,
não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
é bem mais belo
que esse sangue amargo.
E tão sério,
e Selvagem! Selvagem!
Selvagem!
é bem mais belo
que esse sangue amargo.
E tão sério,
e Selvagem! Selvagem!
Selvagem!
Veja o sol
dessa manhã tão cinza,
a tempestade que chega
[...]
dessa manhã tão cinza,
a tempestade que chega
[...]
Então me abraça forte
e diz mais uma vez
que já estamos
distantes de tudo!
Temos nosso próprio tempo!
Não tenho medo do escuro
mas deixe as luzes
acesas agora.
O que foi escondido
é o que se escondeu
e o que foi prometido
ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido
somos tão jovens...
e diz mais uma vez
que já estamos
distantes de tudo!
Temos nosso próprio tempo!
Não tenho medo do escuro
mas deixe as luzes
acesas agora.
O que foi escondido
é o que se escondeu
e o que foi prometido
ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido
somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!
(Tempo perdido - Legião Urbana)
Todos os dias somos obrigados a enfrentar novos desafios, passar por novos obstáculos. Alguns mais simples, outros mais complexos. As vezes não demora tanto para acabar, mas outras, parecem jamais ter fim. A vida nos obriga a ser sérios, a levar tudo como se fosse nada, a não discutir, simplesmente deixar pra la. Nos obriga a "engolir sapos" ao invés de "matar leões", o que torna tudo muito mais doloroso.
Guardar as coisas não faz bem, principalmente engolí-las, pois parece que não descem, apenas ficam entaladas em nossa garganta nos impedindo de falar, pois a voz ja nao tem mais forças pra sair. Impedindo até mesmo de respirar, pois falta o ar, falta vontade para isso. O peito parece querer sair pela boca e vai batendo tão lentamente que quase para. Pelo menos é essa a sensação.
E o que fazer quando isso acontece? Seguir em frente e deixar que tudo continue te machucando ou simplesmente fugir e jogar tudo para o alto? Como diz no livro de Ronald M. Shapiro e Mark A. Jankowski: "Fugir não é muito melhor do que atacar. Não se resolve o problema, apenas adia. Enfiar a cabeça na areia como um avestruz pode aliviar a tensão durante algum tempo, mas nao surte o efeito real."
Tenho a impressão de que estou seguindo o caminho que escolhi, o caminho que eu quis, o que sei que é certo pra mim. Porém, este caminho é forrado de cacos de vidro. Cada passo que sigo, é como se fizesse um novo corte, ferindo ainda mais o que ja esta machucado. Mas uma coisa é certa: quando mais ando e me corto, mais fico anestesiada, pois ja doeu tanto, ja senti tanto, que agora não me atinge.
Talvez seja essa a solução: aprender a não sentir nada. Aprender a neutralizar as emoções. Como diz o mestre Caio Fernando Abreu: Enfrento e reconstituo os pedaços, a gente enfeita o cotidiano, tudo se ajeita.
(Ká Nisticó)
