Essa ansiedade é sufocante. Estou em paz com o amor, com a tristeza e meus medos. Mas ainda não fiz as pazes com a aflição. Ela tem me tirado o sono e a calmaria. Estou a ponto de ter uma crise nervosa; não estou bem quanto a isso. O que me agonia mais é a certeza do incerto. É não saber o que não se pode saber, por enquanto. E vou vivendo um dia após o outro, carregando essa ânsia no peito. A lucidez não me olha nos olhos e sanidade já não me cumprimenta mais. Não quero enlouquecer por não saber o que vai acontecer. Quero muito encontrar a cura para essa ansiedade infernal.”
(Alisson Henning)