Eu tenho medo de me acostumar com essa vida meia-boca, com esses meio-termos diários, com essas meia-cores que me pintam. Eu tenho muito medo de me acostumar com o que não me faz feliz, com a ideia de falsas esperanças, com um coração gelado. Tenho, tenho medo. Medo de acordar e sentir cada esquina do meu ser implorar para que eu continue dormindo. Medo de saber que preciso voltar, mas não conseguir sequer dar um passo pra frente.